O que muda com a altitude
Subir na encosta do Douro traz noites mais frescas e maturação mais lenta. O resultado é acidez mais firme, aromas mais puros e tensão no palato, sem perder a identidade de xisto.
Exposição e microclimas
Nas encostas a norte ou poente a maturação é mais contida, a frescura é superior e o teor alcoólico tende a ser moderado. Virado a sul ou nascente a fruta apresenta maior maturação e textura, útil para tintos de corpo. Nos vales altos a amplitude térmica acentua a elegância natural dos vinhos.
Brancos do Douro: precisão com nervo
Rabigato, Viosinho e Gouveio mostram mineralidade, acidez viva e final seco quando a altitude preserva a frescura. Funcionam muito bem com peixe grelhado, saladas de polvo e pratos simples com azeite e limão.
Tintos: estrutura afinada
Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz revelam fruta limpa, tanino polido e persistência sem doçura excessiva em cotas mais altas. Combinam com carnes grelhadas, enchidos e pratos de forno.
Como ler o rótulo
A menção Douro DOC acompanhada de referências a parcelas altas, cotas ou frescura é um bom indicador de estilo. Um teor alcoólico entre 12,5 e 13,5% costuma sinalizar equilíbrio entre corpo e acidez. Termos como inox, borras ou barrica usada ajudam a antecipar tensão, volume e complexidade.
Serviço e guarda
Nos brancos, a temperatura ideal situa-se entre 9 e 10 ºC em copo de tulipa média. Nos tintos, 15 a 17 ºC com 10 a 15 minutos de oxigenação. A guarda típica é de 2 a 4 anos para brancos e de 4 a 8 anos para tintos, dependendo do lote e do estágio.
Dica final prática
Para perfis mais elegantes, privilegia rótulos que referem altitude, exposição a norte ou poente e teor alcoólico contido.
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